rogbenites@gmail.com

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Zero-Hora 20 de maio, MP denuncia presidente do PTB

O caso Eliseu Santos tem mais dois denunciados. O Ministério Público (MP) decidiu incluir o nome do presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na Capital, José Carlos Brack, por possível envolvimento em corrupção, e do apenado Jonatas Pompeu Gomes, irmão do homem acusado de matar o secretário da Saúde de Porto Alegre, em 26 de fevereiro.



Integrantes do MP evitaram, ontem, dar detalhes sobre as novas denúncias. Também não foram reveladas as possíveis provas ou os indícios nos quais foram baseadas. Confirmaram apenas que Brack não está sendo apontado diretamente pela morte do ex-vice-prefeito, mas ressaltaram que o líder político entrou na lista encaminhada à 1ª Vara do Júri porque teria participação no esquema de pagamento de propina supostamente interrompido por Eliseu.

De acordo com o esquema apurado, o empresário Jorge Renato Hordoff de Mello, dono da empresa Reação, pagaria R$ 10 mil mensais a Marco Antônio de Souza Bernardes, ex-assessor jurídico de Eliseu, para poder continuar prestando serviços de segurança em postos de saúde da Capital. Segundo declarações de Mello, Bernardes teria dito que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral do secretário da Saúde e de candidatos do PTB neste ano. Ambos foram denunciados como os mandantes da morte de Eliseu Santos.
Na época em que o episódio da suposta cobrança veio a público, Eliseu disse que ninguém estava autorizado a pedir dinheiro em seu nome, demitiu Bernardes e cancelou o contrato com a Reação.

Conforme o MP, parte do PTB teria ficado revoltada com a atitude do secretário, pois a medida teria interrompido a arrecadação de dinheiro do partido. Eliseu teria relatado esse clima de discórdia dias antes de morrer.

Sobre a inclusão de Jonatas no caso, o MP informou que ele foi denunciado por suposto envolvimento no homicídio do secretário. Irmão de Eliseu Pompeu Gomes, o homem que disparou contra o secretário, Jonatas é apenado do regime semiaberto e foi empregado da Reação entre junho e julho de 2008. Ele seria, para o MP, o elo entre um dos supostos mandantes do crime (Mello) e o executor (Gomes).


Juiz ainda não definiu se aceitará denúncias
Os documentos apresentados pelo Ministério Público já estão nas mãos do juiz substituto da 1ª Vara do Júri da Capital, Ângelo Furlanetto Ponzoni.

O magistrado disse ontem que ainda não definiu se aceitará ou não as novas denúncias. Apesar disso, adiantou que a decisão deve sair até o fim desta semana:

– São 3.906 páginas e 16 volumes. É um processo extenso e muito complexo, que não se decide da noite para o dia.

Um comentário:

Antônio disse...

Tu achas que é possivel a concentração na leitura com essa sirene tocando?