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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Pela Verdade e Justiça, Comitê Carlos de Ré...




Participei hoje do grande ato que demarcou o antigo DOPS atual Palácio da Policia aqui na capital, onde eram torturados e mortos membros de partidos políticos de esquerda, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras, que ameaçavam a ditadura Militar no Brasil. Ato este coordenado pelo valoroso lutador Pedro Ruas que muito nos orgulha do PSOL.







 Sem Medo da Historia e da Justiça

O Comitê Carlos de Ré, da Verdade e da Justiça, faz um chamado a todos que defendem direitos humanos, democracia e o direito à memória histórica, para que se somem na luta por Verdade e Justiça.

Na historia recente do Brasil, o triste episódio da Ditadura Militar de 1964 a 1985 não pode ser “apagado” de nossa memória coletiva. Para isso, demanda-se a realização de Justiça. Em nome de “defender o pais dos perigos da esquerda”, o regime militar prendeu, interrogou e torturou milhares de brasileiros e matou centenas de estudantes, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Foram crimes hediondos que violaram os direitos humanos. Mas tudo isso ainda é muitas vezes negado diretamente pelos beneficiados pela ditadura e que ainda estão no poder. Assim, os documentos da ditadura, seus mortos e desaparecidos, são tratados como algo que nunca existiu.

Em países como Chile, Argentina, Uruguai e África do Sul, a concretização do direito à memória, verdade e justiça, foi, ou vem sendo, realizada. No Brasil, no entanto, esse processo é lento, o que beneficia os agentes e mandantes da tortura.

A criação da Comissão da Verdade no Brasil, que é fruto de pressão, significou importante avanço para esclarecimento da historia em um período onde houve violações dos direitos democráticos e humanos. No entanto, ao abrir mão de julgar os crimes da Ditadura, a comissão mostra-se limitada e, assim, a pressão da sociedade será fundamental para que esses crimes seja investigados, esclarecidos e punidos, já que ainda convivemos som entulhos da ditadura, como a divida pública, a concentração de terras, instituições antidemocráticas e uma policia militarizada que atua a favor da criminalização dos movimentos sociais e violenta especialmente a juventude pobre das periferias.

As vitimas, vivas ou mortas, seus familiares e o povo brasileiro, exigem que realize, também, a indispensável Justiça. É para isso que não aceitamos a idéia de a Lei da Anistia resolveu e encerrou o assunto, como também não aceitamos que a Comissão seja somente da Verdade, tanto que nosso Comitê é da Verdade e da Justiça. Não é possível anistiar quem torturou, estuprou e matou nos porões de órgãos como o DOPS e o DOI-CODI, a exemplo do que ocorria no “Dopinha”, da Rua Santo Antonio e na Ilha do Presídio, ambos em Porto Alegre.

Os crimes cometidos pela Ditadura Militar são crimes contra a humanidade e esses crimes são, por sua natureza, imprescritíveis, não sendo passiveis de qualquer anistia. A dignidade humana é inviolável em qualquer circunstância. E é em nome dessa inviolabilidade que se exige a punição dos responsáveis pelos crimes hediondos da Ditadura Militar. Queremos a VERDADE e exigimos a JUSTIÇA! Pela PUNIÇÃO AOS TORTURADORES!


Na foto abaixo Ewagner e mais três sobreviventes das torturas.



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